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HIEROSGAMOS - DIÁRIO DE UMA SEDUÇÃO
ISBN : 8599822608
Brochura - 16 x 23 cm
1ª Edição - 2007 - 256 pág

R$ 34,90




Download grátis da versão integral.
Leia. Aproveite.

Baixou um Hierosgamos

Novidade boa pra leitor fiel: a partir hoje, combinei com a Giz, é possível baixar de graça a versão integral em pdf do Hierosgamos. Divirtam-se. Aproveitem. Agora, se você ainda acha que escrever é profissão pra sustento, e não só profissão de fé, pode baixar do MeMo com um donativo de um tostão ou dois para a autora: rola por lá o preço voluntário e eu, penhorada — ou melhor: já penhorando tudo —, agradeço. Nada disso, é claro, se compara ao prazer inenarrável de ler o Hierosgamos-papel, enroscada na cama, no seu tesão privado de alcova, inebriada pelo perfume rosa-choque da bela capa. Eu recomendo, fala sério. Bom fim de semana.

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Um amor do outro mundo

"Há flores de cores concentradas... Só mesmo Caetano, pra expressar esta paixão que eu sinto. Vibrações do sol no pó da estrada, muita coisa, quase nada... o vazio da imensidão do céu... e os anéis de Saturno num link virtual. Boca e mel, foi mesmo Deus... quem me deu esta voz pra declarar, cantar bem afinado e alto o meu amor por ele. Pra todo mundo ouvir no espaço sideral, e saber que nada, nada é igual: a ele e eu."
do Hierosgamos


Vou aos poucos, na medida da inspiração e do tempo e do desejo viabilizado, liberando os videolinks originais do Hieros. Segue mais um nesta segunda tempestuosa, com o cosmos pra lá de nublado: Ele e eu.


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Gato por lebre

"oi, Noga. impressionado com o alcance, a clareza da tua voz! me lembra tanto a minha... capaz de expressar poder... sem falhas... muito rara, deliciosa. adorei teus emails, o cântico hindu foi excelente... onde está você?"
do Hierosgamos


Não é de hoje que o Alan reclama que o enganei continuamente online enquanto nos correspondíamos. Não me perdoa os 10% da "emagrecida e esticada" que dei nas minhas fotos com o fotoshop e, às gargalhadas — mal disfarçando o volume crescente, por baixo do tecido firme e macio dos shorts — comenta que estou gorda.
Outra coisa que ele não agüenta é meu péssimo inglês de estrangeira. Diz que me acha burra, que não consegue se comunicar comigo e se sente isolado, isso depois de ter confessado na internet a surpresa, "no computador tem um inglês excelente, escreve como uma nativa, você tem algum revisor?", bem, sim, eu mostrei que escrevia... mas nunca disse que falava. Ou disse?
Bem. Cantei. E numa coisa ele diz que jamais se enganou: a energia da minha voz. Esta, ele diz até hoje que era autêntica. Imaginem. Conquistei este homem cantando — com meu talento de chuveiro — um mantra indiano famoso. Enviei pra ele uns dez ou doze emails musicados que só agora, mais de três anos depois, encontro o jeito certo de publicar: uma caixinha interminável de surpresas, ah, este Hierosgamos, agora em forma de videomail.


Já eu, vocês sabem: com meu espírito superior, não ligo nem um pouco pra barriguinha proeminente dele. Nem para os gritos, a insônia, a impaciência, a preguiça, a aposentadoria, a falta de dinheiro, a mania de jogar xadrez e de passar a noite online, monitorando as desgraças do mundo pra alimentar o eterno pessimismo dele. Pra não falar da falta de romantismo de quem um dia se apresentou como um inflamado poeta: um personal Shakespeare.
Agora falando sério: nunca nesta vida eu pensei que mudaria tanto por conta de um simples relacionamento, bem, que de simples e calmo não tem nada. Nunca pensei que houvesse no mundo um homem assim, que me fizesse crescer, aprender e amadurecer tanto. E se em vez da lebre acabei com o gato, não me incomodo: vou usando com gosto nossas sete vidas, com cuidado, uma de cada vez, pra sentir na pele que não terminarão nunca.

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O beijo

"Mandei no email o Beijo de Gerchman pra ele, precipitada: um dia antes do dia, what you give to me and I give to you... true love."
do Hierosgamos

(clique para videomail)

Obrigada, Gerchman. Vai com Deus.

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Sobre o Hierosgamos

----- Original Message -----
From: Luiz Gonzaga Alvarenga
To: Noga Lubicz Sklar
Sent: Tuesday, January 29, 2008 11:36 AM
Subject: Hierosgamos


N.:

Li no blog os comentários sobre o seu livro.
Qualquer texto que não seja linear e homogêneo e que venha eriçado de citações e referências não será jamais compreendido por leitores pouco ou nada acostumados à leitura. Referências e citações refletem a vivência cultural do escritor, que necessariamente não corresponde à vivência cultural do leitor (Joyce, como sabe, tem referências tão ricas que até hoje leitores e intérpretes lutam para descobrir quais são elas).
Quando Alan fala do Zatoichi (filme premiado em Veneza e Toronto, mas que não alcançou o circuito comercial, no Brasil), quando você menciona festividades ou costumes próprios de seu povo, ou faz jogo de palavras, jogos literários, menciona en passant Bauhaus (Staatliches Bauhaus, mas há também a banda formada em Northampton, Inglaterra, em 1978), Chagall (La Mariée, ou La Mariee, ou Mariee, pintura fauvista de Marc Chagall), música hassídica (hasid, pio), doppelgänger (duplo, a parte etérica que adquire consciência limitada), numerologia: chai (18, número de sorte, e tem também: am yisrael chai!), prosa haiku (haicai, versos japoneses de extrema beleza), as pedras gigantes (malake) do Templo, tefilim (talismã feito de tiras de pergaminho), crises religiosas, [AWE corresponde a Óóó, é o mesmo deslumbramento], a simbologia do casamento sagrado (e ramificações no tantrismo), corpos celestes ecoantes [não seria a teoria dos "fótons gêmeos"?], teoria das cordas (teoria do Tudo), worm-hole (e as possíveis viagens além da velocidade da luz)... etc.
Bem, os leitores poderiam acompanhar o texto com a ajuda do Google. Não é o que fazemos, para entender Joyce? Se não o fazem, azar deles.
É possível que muitos leitores sintam-se desorientados com a sua escrita fractal, mandelbrotiana (a figura fractal tem todas as suas partes auto-similares, que reproduzem o todo). Os mais puritanos podem ficar chocados com o contínuo erotismo, a super-exposição e desnudamento dos pensamentos íntimos (talvez a reação irada de alguns leitores deva-se a um conservadorismo camuflado).
É também possível que muitos leitores não tenham entendido sua utilização do flashforward (recurso que pode ser usado como forma de perpetuar um momento antecipado longamente ansiado), as contínuas antecipações da emoção do encontro final com Alan. Ou perceberam apenas as conotações sexuais (TOCOU O SINO - vide os "sims" de Molly), sem captarem a beleza plástica do desfecho final, no Alto Leblon.
Ignore as críticas infelizes, e mantenha seu rumo.

Ab./LGA

Luiz Gonzaga de Alvarenga é ex-professor de sociologia, filosofia, e metodologia científica da UNIFAN. É membro da Academia Goianense de Letras. Tem 7 livros publicados e é pesquisador e fã incondicional de James Joyce. Para ler ensaio de sua autoria sobre o Ulisses clique aqui.

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Dever de casa

Como Nelson Motta bem o diz , bato cabeça pro Mestre Joaquim.


(clique para ampliar)

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Falando grego

Hierosgames - Hierosgasmos - Heirosgamas - Heirosgemas - Hairosgamias - Hirosgasmas - Hierosgramos

Tudo bem. Eu sei que "Hierosgamos" até parece grego. E é. Segundo a wikipedia: o termo Hieros Gamos ( do grego ιερός γάμος, "casamento sagrado") ou Hierogamy (do grego ιερογαμία, também "casamento sagrado") significa a união (às vezes o casamento) de uma divindade com um homem ou uma mulher, carregada de significados simbólicos e celebrada, geralmente, na primavera. Trata-se de um ritual ancestral no qual os participantes acreditam obter uma experiência religiosa profunda através da relação sexual.
O nome é difícil, mas como se pode ver, insubstituível. Por isso já me adianto e previno os leitores das possíveis grafias equivocadas dele, que têm circulado por aí, e tendem a aumentar com o tempo. Se você se deparar com alguma versão esquisita de "Hierosgamos", manda pra que a gente publica.

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The man I love*


"eu tinha esse bar em Botafogo, o Graal, onde exibia vídeos do tanztheater dela, como o expressivo "The Man I Love": um homem alto, de mãos enormes, interpretando a letra da música em linguagem de sinais enquanto ao fundo, num disco velho e meio arranhado, uma mulher cantava, com voz de taquara rachada. meus garçons — de tanto assistir — aprenderam os gestos, e cantavam The Man I Love em silêncio, o tempo todo... era tão bonito, contei a história pra ela, acredita? gostaria de te mostrar mas perdi a fita, dommage..."


* Ah! Esse Youtube!

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Uau! Ele não está lindo?



— é. blanche. Blanche DuBois... Stella! Stella!
— nada de bondade de estranhos com a gente, não é, Alan? uau, ele não está lindo naquela cena?
— liiiiiindo.
— nunca me esqueci, acabou aquele monstro... mesmo assim, talentoso demais. será que você se parece com o Marlon Brando jovem? (risos)

sobre "Um Bonde Chamado Desejo" em Hierosgamos - Diário de uma Sedução

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Hierosgamos na Travessa

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Primeiro Capítulo

Numa gentileza da Giz, baixe o primeiro capítulo do Hierosgamos. Aqui.

Compre seu exemplar de Hierosgamos na Livraria Cultura, com um link direto da autora. Clique aqui.

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No Info & Etc.

E o lugar é nobre: Update yourself!


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Na Veja Rio

Roteiro da semana, uau!

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No Paralelos

No Paralelos, por Ana Beatriz Guerra.

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No Bemzen

revista eletrônica do UOL

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Release do Hierosgamos na Giz

Hierosgamos, um romance de não-ficção, relata a saga moderna de um casal maduro em busca da intimidade, da realização sexual, da transformação profunda - material e espiritual - através do amor, em resumo: de um relacionamento ideal.
Tendo como cenário a contemporânea locação de chats da internet, o livro é, no entanto, atemporal, abordando o desejo primordial do ser humano de encontrar a felicidade cotidiana, no complexo exercício do encontro.
A linguagem escolhida é a prosa poética, e a definição dos personagens, assim como sua jornada em direção ao clímax se desenvolve, ao longo do texto, primordialmente em torno de diálogos, da troca direta de experiências e tradições culturais, de debates filosóficos sobre temas universalmente polêmicos, incluindo o erotismo: um texto sensual e ousado, optando pela eliminação de limitadoras barreiras morais.
Em formato de diário, Hierosgamos redefine o mito do casamento sagrado, da harmonia entre os opostos. Seus 42 dias de intensa troca verbal traçam um paralelo com o relato bíblico dos 40 anos de deserto, experimentados pela tribo ancestral judaica, da revelação de Moisés à fronteira da Terra Prometida: um poema de amor à liberdade, relatando a passagem de um estado escravo de submissão e incompletude à plena posse da consciência adulta, do pleno orgasmo amoroso a que todos aspiramos.
Hierosgamos é livremente inspirado no diálogo online real entre a autora, Noga Lubicz Sklar, e seu marido americano, o escritor, escultor e doutor em literatura inglesa Alan Sklar, e traduzido do material original em inglês. Os nomes reais foram mantidos para os protagonistas principais, sendo todos os demais fictícios, para privacidade das pessoas envolvidas.

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Quando vida e obra se misturam

por Carla Rodrigues

Este sempre foi um assunto que me interessou. Do meu ponto de vista, é impossível separar vida e obra e tudo, absolutamente toda forma de expressão artística é autobiográfica. O que não quer dizer que seja confessional. Sobre esta diferença ainda pretendo escrever quando terminar de ler o romance da Noga, Hierosgamos. Leia mais.

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De uma leitora

----- Original Message -----
From: Patricia Bowles
To: Noga Lubicz Sklar
Sent: Sunday, July 22, 2007 2:10 PM
Subject: oi

Comecei a ler seu livro e estou me deliciando com a musicalidade da sua escrita! Como vc escreve bem, Noga! Agradável, transporta, interessa... E antes de tudo é uma historia de amor... de entrega de alma, não? Parabéns! E mantenha sempre a chama!
O amor é um presente dos deuses...
Bjs
Patricia

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O cântico dos cânticos de Noga

por Henrique Chagas

Noga Sklar deu-me o privilégio de escrever a orelha do seu inédito romance "Hierosgamos", lançado na FLIP 2007 pela Giz Editorial. Foi uma leitura prazerosa e lúdica, que renovou em mim o ardente desejo de sempre viver um grande amor. Leia mais.

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No Overmundo

Especialmente sobre os lançamentos literários nacionais mais recentes, imagino que seja difícil apontar destaques, mas o que mexeu mais com sua sensibilidade?
Henrique Chagas - É mesmo muito difícil apontar os destaques. Participei do júri do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2007, em sua etapa inicial, e tive enorme dificuldade para votar em cinco obras. Queria apontar cinqüenta, mas para escolher cinco delas, perdi o sono com medo de ter sido injusto com aqueles que não escolhi. Fiquei muito feliz porque dois dos meus cinco indicados estão na segunda fase esperando os votos do júri intermediário. Torço por eles. Respondendo a sua pergunta de forma explícita, quero destacar um lançamento, cujos exemplares estão chegando às livrarias neste mês de julho/2007, que tive o privilégio de fazer a sua orelha. Trata-se de Hierosgamos, diário de uma sedução. Acho fantástico o tratamento que a autora, Noga Sklar, dá à busca pelo amor através da sedução virtual. Descreve a história de um casal que se conhece pela internet, e, em quarenta e dois dias conversam pela rede, se conhecem e namoram. Ao final se encontram, se casam e vivem felizes. Leia mais.

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Weltverbesserung*

Quando eu morrer não quero choro, nem vela, nem cadeira vazia, nem fita amarela nenhuma. Não quero restos, nem sepultura. Não quero foto, não quero culto. Me basta a memória do brilho, no olhar de cada mulher que se sentir amada, vingada, liberada, pelo grande amor que eu mesma um dia senti. Amei. Fui amada. Comuniquei o amor. Não preciso dizer mais nada.
Todo escritor que se preza aspira à imortalidade, mas não, gente: não é por vaidade. É simplesmente por conhecer a fundo o poder sutil que a palavra escrita tem, de influenciar subliminarmente o destino humano neste mundo, quem é que — capaz de escrever — escaparia à tentação de um legado atraente desses? Amós Oz, quando criança, queria ser livro, pra passar à posteridade. Acabou escritor. Nelson Rodrigues não sei se em vida quis alguma coisa, mas querendo ou não, se imortalizou, como provou esta semana uma frase dele, repetida à exaustão por cada colunista do país: "o Maracanã vaia até minuto de silêncio".
Se vivo estivesse, tenho quase certeza de que Nelson acharia esquisitíssimo, à altura do gênio crítico de um... Nelson Rodrigues, o retrato na parede da sala de jantar, que segundo testemunhas, preside a mesa da família dele. Escritor que se preza quer ser amado, sim, ou pelo menos lido, mas depois de morto, o menino Amós é que tem razão: melhor virar livro, e quanto à memória do autor, encarar de frente uma síndrome de Figueiredo, ou Greta Garbo, sei lá, depende do caso: me esqueçam. Escutem o que eu digo, não liguem pro que eu faço. Porque nem sempre, a gente sabe, dá pra honrar com atos impecáveis a inspiração que a gente passa por escrito.
Por essas e outras, na falta (temporária) de um bom assessor de imprensa que me represente, tenho me dedicado a espalhar por aí o germe do Hierosgamos, que espero — com sua prosa poética, transparente, modéstia à parte sensual e contagiante — contamine a todos, numa epidemia de gozo amoroso. Não é por vaidade, mas por absoluta necessidade, uma coisa assim de missão, mesmo. Quem o ler me dará razão, e muita gente boa, graças a Deus, já está lendo.
Como ainda não estou morta, mas pelo contrário, bem viva — e liberada de qualquer timidez, pelo efeito positivo do grande amor —, faço o que posso pra divulgar o livro, arriscando tudo, até mesmo um inusitado press-release em primeira pessoa.
Termino citando um crítico de responsa — meu sobrinho de 19 anos Edgar Lubicz, videasta e aspirante a engenheiro: "este teu texto poderia, sim, passar por devasso, mas preferiu ser poético." Agora me digam: não é assim que se vive um grande amor? E se escreve a respeito? Pois foi o que fiz, e o que interessa mesmo nessa história toda não tem mais nada a ver comigo: já virou livro.
Hierosgamos - diário de uma sedução, de Noga Lubicz Sklar, publicado em julho de 2007 pela Giz Editorial. Compre. Leia. Goze. Divulgue.


* ah, sim. weltverbesserung é um desses intraduzíveis, porém imbatíveis, incomparáveis, palavrões compostos em alemão, e quer dizer, literalmente, melhoramento do mundo. o bom escritor é, sem dúvida, um welverbesserer, melhorador do mundo.



contatos:
Noga Lubicz Sklar: autor@noga.blog.br
Giz Editorial: giz@gizeditorial.com.br

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Prosa & Verso - O Globo - 14/07/07

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FLIP: Hierosgamos na Livraria da Vila


Em pre-venda, na Cultura.

Compre já o seu! Clique aqui.



HIEROSGAMOS - DIÁRIO DE UMA SEDUÇÃO (em Português) (2007)
SKLAR, NOGA LUBICZ
GIZ EDITORIAL
LITERATURA BRASILEIRA-ROMANCE

Preço = R$ 34,90

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Oba!

Ler livros com ação e sexo gasta o dobro de calorias, afirma uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha, que reforçou o antigo princípio "mente sã, corpo são", ao descobrir que a leitura de um livro recheado de ação e sexo gasta duas vezes mais calorias que ficar parado. Leia mais...

O cântico de Noga

Hierosgamos será lançado na Flip, em julho de 2007, e já tem comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33978493
Visite. Participe.

"Se eu não for por mim quem será?
Se sou só por mim o que é que eu sou?
E se não for agora, quando?"

Talmud, Pirkei Avot, 1:2

Leia trecho:

te pego pela cintura um beijo. minha esquerda na tua direita te enlaçando o dorso descerro os lábios à tua língua úmida. som esboçado em movimento, puro e lento em direção a nada o tempo pára os quadris se atraem a mente oscila num desifinado quieto... quiet day and quiet night soft guitar and pale moonlight num cantinho um violão. este amor uma paixão dois corpos calados, colados no ritmo da melodia ausente tua boca na minha. olhar atento ao ritmo interno, adivinhando o passo nos dedos que se tocam... seguindo quem lidera em rota invisível, no curvo do glúteo rodeando o flanco forma inexistente, lenta muito lenta evoluindo em arco a mão delgada, forte delicada, dedos longos no adivinhar das costas da espinha que se move, arpejo dedilhado interpretando a pele, tua forma na dança, cisão espalmada traseiro apalpado sou teu instrumento, e tuas mãos? entre as coxas nesse tango lento, o fôlego já curto a vulva ritmada mergulho em ti, buscando o oculto de ti. provando o salgado em ti tua força se agita em mim, espesso e molhado no oco recôndito de ti. a cona pulsa na face oferecida me lambe mais... coberta de ti a orquestra muda, prende meu rosto junto a ti, no inchaço rubro o pulsar se acelera duro e grosso investido em ti, pra dentro úmida... pra fora pingando de úmida a música frenética porém muda. inexistente. o corpo rígido, trêmulo no orgasmo te aquecendo o lombo, vazado de mim estrebuchando de gozo... arfando. ondas de calor me arranha, morde a minha orelha enquanto gozo, na origem da vida onde eu te abarco, Noga, relaxo em teu abraço, suada calada calma. te amo, Alan.

- quantas tardes, querida? um nos braços do outro?
- você me faz sentir que eu sou eu, sabe? longe de ti, uma qualquer, personagem patético esquecido... uma estranha pra mim mesma.
- também sou plenamente eu, quando estou contigo, e isso é incrível. me deixas sentir teu eu, me deixas sentir teu pleno eu.
- adorei dançar com você... fazer amor com você...
- eu também, o prazer foi meu. gosto mesmo de ti.
- quem diria, hein? partindo de um perfil tão preguiçoso... (o meu) que sorte! você disse "gosta"?
- em inglês é mais que amor, I like you... aprecio a tua companhia.
- e amar não é mais que gostar?
- o inglês tem tantos meandros... substitui o amor em qualquer lugar.

A partir de amanhã me preparo pra ele, como uma noiva: massagem profunda, mãos, cabelos, pés. As roupas separadas... Lavadas. Passadas. Bem dobradas. Totalmente dedicada a ele, esquecida de tudo o mais... tudo adiado para nunca mais. Ele adorou as calcinhas, a foto, o hidratante. Com eles suporto a loucura, ele diz. Jogue fora as lentes, meu amor, porque meu grau mudou. Diminuiu? Ele quer saber: fazer amor clareia a visão. Mas não, querido, infelizmente aumentou. Sei que o amor focaliza e mesmo assim, com as lentes novas... terei mais clareza, na nossa primeira vez: metabolismo alterado, o corpo inteiro mudado quando estou com ele, me sentindo amada, bem-vinda no abraço dele. Tenho que ir em breve, ele diz, se despedindo: tarde esplêndida pra variar. Podemos melhorar sempre... e sim, ele efetivamente melhora.

Hierosgamos, romance inédito de Noga Lubicz Sklar, pela Giz Editorial.

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