Quarta-feira, 27
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Frase do dia: "Há uma paz maravilhosa em não publicar. Publicar um livro é uma invasão terrível da minha privacidade. Eu gosto de escrever. Amo escrever. Mas escrevo para mim mesmo e para meu próprio prazer." J. D. Salinger, citado em seu obituário n'O Globo |
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Não, gente, embora assim pareça não estou tão velha que já ando até repetindo meus títulos na linha "nada de novo sobre o céu", etc., etc.
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Ufa, enfim uma boa notícia. Com tudo pesando tanto contra, dá um certo alívio saber que, pelo menos em algum teórico nível, a presença calmante de Obama na cena política teve um efeito positivo, vejam: cientistas acabam de atrasar em um minuto a cronometragem para o juízo final. Salvou pelo menos o fim de semana, né, gente?
Quando eu planejei ontem à noite escrever este post, muito cansada naquele momento para organizar palavras com um mínimo de harmonia, pensei num título bastante original como "volta por cima" ou algo assim e que descreveria, com aquele tom desdenhoso que por mais que eu evite acaba me sendo peculiar, a literal volta por cima da incrível Sarah Palin, depois de fragorosa derrota eleitoral e rejeição vergonhosa de seus pares, sabem como é, a mulher voltou com tudo, melhor, com um salário que compra tudo — é agora a mais nova "analista" ou "colaboradora" da Fox News, sei lá, nem eles sabem direito que cargo ela tem, mas, pelo sim pelo não, já foram garantindo a futura "estrela" da mídia — e em comum com Obama — além, é claro, do sonho de "mudar tudo isso que está aí" — está a base literária sustentando a carreira política, ufa, mais uma daquelas frases extraordinariamente longas para ler antes de respirar: no topo do mundo por obra de um único best-seller autobiográfico, será inveja? Mas de quê, gente? Se o livro dela foi escrito por uma ghost writer?
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"Mas sua certeza interna cria um descompasso externo. É tão seguro de si que não vê o momento de ser presidente — um pai enérgico que protege seu lar dos invasores", escreve Maureen Dowd, ex-fã declarada, sobre o ex-ídolo Barack Obama, pois é.
Só um toque de algo que descobri ainda agorinha, reformatando meu livro "Luau Americano" para o Kindle: li no meu texto que Reinaldo Aze(ve)do acusa Obama, lá nos primórdios até mesmo antes das eleições americanas, de não ser nada mais do que teatral, um incompetente enrustido que, tudo bem, pode até ser que ele seja, eu mesma, vejam bem, já estou amargando o malefício da dúvida, mas no caso de Rey e outros pessimistas convictos, como Alan, por exemplo, bem, não é que eles tenham sempre razão, sejam mais inteligentes nem nada disso, gente.
Pra vocês pode até parecer uma chatice, mas que foi um instigante começo passar o ano novo na cama, bebendo uma misteriosamente boa champanhe nacional — ops, espumante — de pretensioso rótulo em francês que atende pelo nome "Club de Sommeliers" (só para referências futuras, aniversários e demais celebrações, e que descubro na internet: é produção exclusiva do Pão de Açucar), comendo as cerejas mais suculentas e mais baratas dos últimos anos, com uma ou outra chuva de prata ocasional — ops, redundância — explodindo num silvo agudo lá fora, ao alcance de nossa vista distraída sobre os travesseiros, ufa, e assistindo no Telecine Cult* a um canastríssimo Tom Cruise de perucas variadas mudando gradual e radicalmente, ao longo de sua dolorosa vida de veterano inválido do Vietnã, suas opiniões políticas, ah, isso foi, melhor mudar de frase agora, de frase e de parágrafo, claro, que esta já foi longe demais, não é mesmo? Ufa. Sem danos esta noite.
O curioso foi que enquanto a gente discutia na cama ontem de manhã sobre o quanto a nossa espécie havia evoluído nos últimos tempos — alívio, depois de tantas passagens vergonhosas como a destruição dos indígenas americanos, dos irlandeses, dos indianos e de tantos outros povos nativos pelos ingleses imperialistas; dos maias pelos espanhóis; dos negros pelos portugueses e por outros negros; dos armênios pelos turcos, dos judeus pelos nazistas e por aí afora, ô animal mais mal-humorado que a gente é, sô, pra dizer o mínimo — o neto dileto de Stalin, imaginem, tentava sem grande sucesso livrar a barra de seu amoroso avô e com isso faturar uns cobres, ops, rublos extras, ah, tudo bem: embora tenha "autorizado a execução de crianças maiores de doze anos como inimigos", o doce paizinho da pátria russa, por outro lado, "industrializou a nação e venceu a Segunda Guerra", os filhos de Putin que o defendam se puderem. Porque eu, sinceramente, vou preferir ficar fora dessa.
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Uma das coisas mais curiosas que me aconteceu ultimamente — estou aqui no computador do Alan, ao lado do lado dele na cama: ele nem bem acordou e já está discutindo comigo (com bastante raiva contaminando a poderosa voz de barítono) sobre política americana —, ainda agorinha, imaginem, tendo na mão uma xícara de café quente e à minha frente o meu HP irremediavelmente morto*, foi compreender num átimo iluminado que, embora Alan e eu tenhamos nos colocado em campos radicalmente opostos — no que diz respeito a democráticas preferências partidárias, claro —, na verdade queremos as mesmas coisas e temos medo das mesmíssimas e eternas coisas: miséria mundial, violência, terrorismo, guerras, doenças e, acima de tudo, um mundo inseguro para nós judeus, Clarice Lispector que o diga.
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De Barack Obama na China, onde encontrou seu meu-irmão, reproduzido de artigo no Globo online, e que confere com a atitude positiva que li em seu livro, citado no artigo:
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Eu nem ia falar sobre isso agora, mas confesso por baixo do pano que, motivada pela incisiva intromissão doméstica da mídia agressiva aqui em casa, larguei de lado o divertidíssimo "Caim" do Saramago — que me fez rir feito louca outra dia na banheira, que depressão que nada, vai escrever bem assim na... ah, melhor deixar pra lá — e comecei imediatamente, assim que o recebi pelo correio, a ler o livro de Obama — "A origem dos meus sonhos", aka "Dreams of my father" — que ganhei naquele prêmio do Globo, vocês se lembram (é, gente, surpresa: O Globo manda entregar meesmo os prêmios que a gente ganha, esteja a gente em que mato escondido estiver, muito bom isso).
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...enquanto com seu artigo joga uma pá de cal no meu combalido e ideológico casamento, cala-te boca, quando eu já ia virando casaca, cedendo quase irresistivelmente ao pensamento pessimista de Alan, pior, influenciada por Maureen Dowd, minha ironista favorita, que na crônica de hoje parece também ter dado as costas a Barack Obama (ou será que o sofrimento amoroso me deixou tão burra, mas tão burra, que já não entendo coisa com coisa?).
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Enquanto escritora eternamente carente e frustrada com a falta de fama, vivo em busca de um buraco decente onde possa ver publicadas as minhas crônicas. E às vezes até rola, como agora, por exemplo: levei o (ridículo, eu sei, para uma autora que se pretende séria, mas que O Globo insiste em apresentar como "leitora") prêmio de texto sobre o Nobel de Obama com a crônica "Pretensiosos Ridículos", ganhei o livro dele "A origem dos meus sonhos", mas cadê o meu texto publicado? Vocês acham mesmo que meu objetivo era ganhar o livro prometido? (agora vou ser obrigada a ler e criticar o polêmico autor, tão querido, do qual por medida de segurança afetiva achei melhor nunca me aproximar, fazer o quê, chegou finalmente a hora literária da verdade: Obama, gênio ou fraude?)
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Se você pensa que sumi do ar de repente — apenas um minuto depois de postar em primeiríssima mão meu franco e impensado entusiasmo —, por ter me envergonhado da controversa opinião pelo surpreendente Nobel de Obama, think again.
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Duvido que eu possa reproduzir em texto a emoção que estou sentindo agora, é, gente. Enquanto eu estava de fora — foram quase 15 horas de vento sem luz, a bateria do notebook na lona e a tevê silenciosa e sem contato com o Facebook — meu mundo mudou.
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Taí. Nesse caso de Zelaya, o ex-presidente hondurenho retornado, vamos combinar que eu acredito no golpista, mesmo porque muita gente boa está convencida de que o "golpe" em Honduras foi na verdade a favor do povo, da democracia, das instituições, etc., etc. Não me aprofundei no assunto, mas não sei o que acontece com o Presidente Lula que bastou ele abrir a boca, eu já estou discordando. Ou duvidando de tudo o que ele diz.
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Compro o jornal na banca como há tanto tempo não fazia, isto é, quase nunca — enquanto gostava de lê-lo era sempre como assinante a domicílio — só para ler a crônica do dia do meu amigo (e autor de orelha) Arthur Dapieve, que sempre confiro no Hortomercado às sextas-feiras mas confesso, nem sempre leio (embora um bom texto assinado, é claro, sempre eleve o espírito), atraída pelo subtítulo: "a trilha sonora da Era Obama". E Arthur não decepciona.
(ou... a incrível matemística dos ancestrais)

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Nem vou repetir pra vocês que briguei com Alan ontem à noite, que essa coisa de briga entre nós já virou rotina, mas na casa nova... vamos combinar: uma rotina muito perigosa.
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(ou, segundo Alan, de um escroque para outro, com o perdão do obrigatório respeito pelos mortos)
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Nem é que o Escolhido precise assim, digamos, de que eu o defenda, daqui deste longínquo Brasil varonil, dos ataques malvados dos ímpios, não, gente. Imaginem. Mas que adorei saber pela Reuters, nos meus poucos e lentos minutos discados-navegados de ontem, da fuga de anunciantes que aflige Glenn Beck depois que este declarou ao vivo, a cores e com muito ódio — sem papas na maldita língua de Shakespeare — que Obama é "racista", e tem mais, cultiva "um ódio profundamente entranhado por gente branca", ah, isso eu adorei.
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Hei, Obama, hoje é ano novo no Calendário Maia (não o oficial, claro, que é em março, mas o de José Argüelles): cadê o discurso?
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Bem que eu venho tentando não me aborrecer, não me estressar, que de estressante na minha vida já basta a obra e os 25 operários e fornecedores pouco atentos que eu tenho que controlar, mas o Presidente Lula, francamente, não me dá folga.

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Leio no blog do Gerald: "As temáticas de suas primeiras peças, especialmente nos anos 1970 e 1980, costumam ser vistas como muito intensas e deprimentes, enquanto sua fase mais recente tem sido vista como mais superficial e alegre. Bausch justificava essa mudança de forma muito direta: A questão é do que precisamos hoje. Estamos num momento terrível, tenebroso, sério e assustador. Então, procuro dar um pouco de balanço, compensação para tudo isso."
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Embora hoje em dia eu me considere, se comparada aos demais, razoavelmente ateísta e fatalmente científica e racional (pois, queridos, de todos os meus anos de infatigável busca espiritual sobrou somente o apelido inicial nas famigeradas rodinhas do abraço ritual: "cérebro", no mau sentido, claro)...
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Ainda me recuperando todaprosa do efeito impactante de algumas prosaicas 3 mil palavras* em favor de meu modesto — embora, claro, bastante pretencioso ("com esse ou com cê?") — mais novo livrinho de crônicas e porque não dizer, do gozo precipitado pela supreendente qualificação do Noga Bloga como espécime raro da pseudoliteratura online (obrigada, Nelson), leio no Todoprosa que a famigerada língua inglesa acaba de declarar oficialmente seu primeiro milhão de vocábulos registrados (e querem nos convencer de que literatura contemporânea se faz com secura, objetividade, concisão e exiguidade verbal, uai, gente, deve ser mesmo intriga da insistente oposição literária terceiromundista, só pode).
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"E, no septuagésimo terceiro dia, eu vou descansar, prometeu, ironizando os que acusam de ser messiânico", li no Blog de Lúcia Guimarães (faltou o "o", Lu, ou fica parecendo que Obama é quem acusa, tudo bem, é só blog), onde ela explica que um hilário B.O., em seu discurso de estréia na Associação de Correspondentes da Casa Branca que, por tradição, deve ser cômico, "prometeu completar os próximos 100 dias em 72", assim, duas vezes na mesma frase, promessa pouca é bobagem.
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ou... nem só de Joyce vive o intraduzível
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(ou... tudo dá certo no final e se não der... não deu)


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Oscilando no fio da navalha entre o amor e o ódio à grande imprensa, reconheço nos óbvios resultados o valor da imprensada: nem bem duas semanas decorridas depois de ocorrida a (justa) reclamação de leitor no Globo Serra, et voilà: mato cortado, lixo coletado, e last, but not least, esta manhã os buracos sendo asfaltados, ô beleza. Estrada Carvalho Junior, vocês sabem, é meu novo futuro endereço, e por ele agradeço (quanto à iluminação local já não sei, não vou lá à noite).
Apesar das promessas otimistas de "vamos ter uns dias calmos" o fim de semana acabou sendo intenso, isto é, de trabalho intenso. Nem bem se acalmou a discussão feroz com o diagramador, as notas soltas ainda perdidas flutuando página adentro e a capa aprovada sendo ainda digerida quando me surpreendi com o livro já pronto com site na Libre, opa, rápidos no gatilho essa Ibis Libris transbordando, ainda por cima, edição comemorativa dos Sonetos de Shakespeare "tal qual foram originalmente publicados sob orientação do próprio Bardo" com tradução de Thereza Christina Rocque da Motta, a querida TC.
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![da série: uma foto [desfocada] diz mais que meia dúzia de declarações conjuntas](http://www.noga.blog.br/uploaded_images/obamalula-776041.jpg)
"Lula e Obama têm trajetórias semelhantes", diz Dilma, a caminho da Casa Branca para o rendez-vous. Faltou mencionar o diploma de Harvard, claro. E os best-sellers publicados, o gosto pela leitura, a intimidade com a internet, a modernidade nos gestos e pensamentos, a retórica refinada.
Curioso é que quando morei nos Estados Unidos com Alan, há quase cinco anos e com o dólar beirando os quatro, eu acreditava, mesmo, que era minha obrigação moral manter-me a par das notícias do distante Brasil, custasse o que custasse, e olhem que não era tão fácil como hoje, com tantos sites de notícias dando de graça, pra quem se interesse, a sopa de letrinhas do Zarur. Pois é. As coisas mudam.
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"Bem, a Grande Depressão eventualmente encontrou seu fim, mas isso, graças a uma guerra gigantesca, algo pelo qual é melhor não torcer", afirma no NY Times o Paul Krugman de sempre. No Paquistão, sob os voos (in)discretos de um [zangão], avião espião (ninguém sabe ainda se autorizado ou não), vai-se a um funeral e acaba-se morto. Mais um malandro acaba de ser desmascarado. Numa Europa explosiva, já de rastilho aceso no Leste, o mercado de ações oscila como um folião bêbado antes que eu desligue o Bloomberg e tire a viola do saco, afinal de contas, a esperança resiste ao medo. Prova disso é o velho Oscar no domingo, enquanto eu... vocês sabem, desde que me mudei pro mato a sétima arte já não me empolga tanto (pra não dizer que não sei de nada, vi Kate Winslet lacrimosa na Oprah), ando meio por fora das agências de apostas. Prefiro apostar na beleza das encostas.
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"Vemos aqui que valores espirituais como generosidade, reciprocidade e o cuidado com o outro têm implicações práticas, e podem se tornar a pedra de toque de uma economia global sustentada. Na verdade, a não ser que nossa recuperação econômica seja orientada por uma visão espiritual mais ampla, em vez de um retorno ao consumo desvairado do passado, teremos perdido o que pode ter sido a última oportunidade de criar um mundo eticamente coerente e sustentável."



"Evite as notícias de Israel por uns dois dias. Se a história nos ensina algo, é que os primeiros dias de contrução da coalisão são uma perda de tempo. É tudo adiamento, manipulação e posicionamento. Os viciados em notícias conseguem muita informação de relevância zero. Meu conselho: leia um bom livro, saia para jantar, passe um tempo com a família, e volte às notícias daqui a uma semana mais ou menos. Você poupará um tempo valioso."
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Não sei se vai dar José Serra. Não se vai dar Aécio Neves. Ou quem sabe um brilhante terceiro (ainda desconhecido do público eleitoreiro). Mas, mesmo assim, sim, tucanei: resolvi me declarar uma fã de FHC de primeira hora. E não é por causa da liberação da maconha não, gente, não me entendam mal que eu nem fumo faz um bom tempo, mas, cá entre nós, entendo perfeitamente o transtorno criminoso causado em nossa sociedade pela longevidade de mais este tabu inútil: quem quer se drogar, se droga. Não importa o preço. Não importa o tiro.
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"Barack está realmente ocupado no momento então pensei, tenho todo o tempo do mundo e enquanto as crianças estão na escola, pensei em aparecer, encontrar estudantes e falar sobre programas."

"Um artigo profundo, muito perspicaz, Caroline", escreve um leitor do Jerusalem Post sobre um texto a respeito do governo Obama que eu, francamente, custei a acreditar que estava lendo. "Ouvir a verdade sendo dita certamente expõe a babaquice dos simpatizantes da jihad", continua o sensível comentador. "Espero que Israel vote no Likud, hoje."
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Gente, alguma coisa está esquisita. Nem contei pra vocês porque não me arrisquei, mas, no outro dia, tive um sonho erótico inenarrável com... Michelle Obama (olhem que na cama o meu negócio é macho, e não há mãozinha boba que eu abra disso, entendam como quiserem). Pouco depois encontrei no blog da Cora um sonho estranho com Hillary Clinton e agora, pra encerrar o ciclo, quem sabe?, vem Judith Warner no NY Times com um sonho de Obama, epa, que negócio é esse?
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Parece incrível que depois de várias e insistentes tentativas contemporâneas de desmoralizar o conceito universalmente espiritual do pobre número três* — terceiro mundo, terceiro setor, serviços terceirizados, etc etc, todos com ranço de terceira classe e tendência terciária ao comportamento corrupto, um baita complexo natural de terceiro lugar — eis que é dado um refresco considerável à sofrível reputação desta ancestral invenção arábica: