Quarta-feira, 27
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Frase do dia: "Há uma paz maravilhosa em não publicar. Publicar um livro é uma invasão terrível da minha privacidade. Eu gosto de escrever. Amo escrever. Mas escrevo para mim mesmo e para meu próprio prazer." J. D. Salinger, citado em seu obituário n'O Globo |
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Pra vocês pode até parecer uma chatice, mas que foi um instigante começo passar o ano novo na cama, bebendo uma misteriosamente boa champanhe nacional — ops, espumante — de pretensioso rótulo em francês que atende pelo nome "Club de Sommeliers" (só para referências futuras, aniversários e demais celebrações, e que descubro na internet: é produção exclusiva do Pão de Açucar), comendo as cerejas mais suculentas e mais baratas dos últimos anos, com uma ou outra chuva de prata ocasional — ops, redundância — explodindo num silvo agudo lá fora, ao alcance de nossa vista distraída sobre os travesseiros, ufa, e assistindo no Telecine Cult* a um canastríssimo Tom Cruise de perucas variadas mudando gradual e radicalmente, ao longo de sua dolorosa vida de veterano inválido do Vietnã, suas opiniões políticas, ah, isso foi, melhor mudar de frase agora, de frase e de parágrafo, claro, que esta já foi longe demais, não é mesmo? Ufa. Sem danos esta noite.
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Pra não deixar em branco o vergonhoso dia em que Lula e Ahmadinejad desfilaram no Planalto de mãozinhas dadas, vai mais um trechinho da interessantíssima biografia de Clarice Lispector, que será lançada dia 26 no Rio pela Cosac Naif: (sobre o decisivo voto do Brasil nas Nações Unidas, em 29 de novembro de 1947, uau, quase 62 anos atrás, que resultou na criação do Estado de Israel) "O gesto valeu a [Oswaldo] Aranha sua fama como amigo dos judeus, apesar de sua afirmação de que a criação de Israel significava que Copacabana poderia agora ser devolvida aos brasileiros."Marcadores: literatura, política, semita
Uma das coisas mais curiosas que me aconteceu ultimamente — estou aqui no computador do Alan, ao lado do lado dele na cama: ele nem bem acordou e já está discutindo comigo (com bastante raiva contaminando a poderosa voz de barítono) sobre política americana —, ainda agorinha, imaginem, tendo na mão uma xícara de café quente e à minha frente o meu HP irremediavelmente morto*, foi compreender num átimo iluminado que, embora Alan e eu tenhamos nos colocado em campos radicalmente opostos — no que diz respeito a democráticas preferências partidárias, claro —, na verdade queremos as mesmas coisas e temos medo das mesmíssimas e eternas coisas: miséria mundial, violência, terrorismo, guerras, doenças e, acima de tudo, um mundo inseguro para nós judeus, Clarice Lispector que o diga.
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Todo mundo sabe que sou completamente contra Lula, sempre fui, mas, francamente, pegar pesado como fez Gerald Thomas no canto de cisne de seu blog defunto, enfiando Lula no saco malhado de Stalin e arranjando de repente pro nosso presidente um lugar de honra no panteão dos carniceiros... peraí. Assim também não.
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Sem Marina não tem papo-cabeça, mas já me decidi: em 2010, voto no neto do amigo de vovô.
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Não tenho a menor vergonha de ser brasileira, e por que teria? Minha terra tem palmeiras, sabiás, aves que gorjeiam, mas de uns tempos pra cá, francamente, tem se alinhado com a pior escória deste planeta, claro, com a minha bênção é que não é. E espero, nem com a da maioria dos brasileiros.
Taí. Nesse caso de Zelaya, o ex-presidente hondurenho retornado, vamos combinar que eu acredito no golpista, mesmo porque muita gente boa está convencida de que o "golpe" em Honduras foi na verdade a favor do povo, da democracia, das instituições, etc., etc. Não me aprofundei no assunto, mas não sei o que acontece com o Presidente Lula que bastou ele abrir a boca, eu já estou discordando. Ou duvidando de tudo o que ele diz.
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Pra quem costuma declarar em público que detesta a política e os políticos, vamos combinar que tenho investido ultimamente um tempo significativo em tal secundário segmento de pensamento: num livro inteirinho (ainda inédito, se Deus quiser não por muito tempo) de crônicas sobre Obama, por exemplo.
Nem vou repetir pra vocês que briguei com Alan ontem à noite, que essa coisa de briga entre nós já virou rotina, mas na casa nova... vamos combinar: uma rotina muito perigosa.
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Tudo bem que hoje em dia, estando a privacidade como valor máximo humano em plena era de extinção, vai sumindo junto com ela o tênue limite que costumava separar, através de um claro código de ética, o que se pode ou não se pode fazer na intimidade do lar. Ou que favores pedir.
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Bem que eu venho tentando não me aborrecer, não me estressar, que de estressante na minha vida já basta a obra e os 25 operários e fornecedores pouco atentos que eu tenho que controlar, mas o Presidente Lula, francamente, não me dá folga.Leio no blog do Gerald: "As temáticas de suas primeiras peças, especialmente nos anos 1970 e 1980, costumam ser vistas como muito intensas e deprimentes, enquanto sua fase mais recente tem sido vista como mais superficial e alegre. Bausch justificava essa mudança de forma muito direta: A questão é do que precisamos hoje. Estamos num momento terrível, tenebroso, sério e assustador. Então, procuro dar um pouco de balanço, compensação para tudo isso."
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"As mudanças mais importantes são invisíveis", escreve David Brooks no NY Times. "E acontecem dentro da cabeça das pessoas. Uma nação aparentemente apática se mobiliza de repente. Pessoas perdidas em sua vida privada sentem de repente que sua dignidade pública foi dolorosamente atingida."
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E por falar em (meu) estado (de) judeu ainda não sei quanto tempo ainda vou levar — digo e repito — para aceitar, ou deixar de negar, o cada vez mais óbvio viés antissemita do governo Lula (um habitual "vamos combinar" soaria desligado demais para a seriedade em questão, é preciso ressaltar, formalizar, legalmente se resguardar) que pulula por todos os lados em nossa compedrada prática diplomática: permeando o oposicionismo, é grande a grita na dita grande imprensa, e eu? Como me sinto nisso?
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E por falar em mudar de idéia, ops, ideia, reeducar a mente, passar por cima de quem mente, ou, numa sociedade deprimente como é a nossa, passa por simples demente (quando quer transformar alguma coisa), esclareço: me arrependi rapidinho do chão sujo aí em baixo, calma, gente, o que me passava pela mente naquele momento era que o mais frequente é que qualquer chão seja sujo, contaminado, pisado e repisado, se é que vocês me entendem, porque eu, rapidamente entendi que a expressão na frase, escrita e publicada num calor de momento, cheirava a preconceito antiárabe e, sim, mera raiva, mas vejam bem vocês que, antes que eu editasse, a internet saiu do ar aqui em Itaipava, e os telefones também e, consequentemente, a blogueira também: foi perorar em outras plagas.
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Verdade seja dita: com seu bocão maior que a lua, Lula botou finalmente os bofes do Brasil nosso de cada dia nas primeiras páginas da imprensa primeiromundista, até Maureen Dowd, minha imperialista colunista favorita do NY Times, capitulou, bateu cabeça para nossa embaraçosa retórica passadista. Confiram!

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![da série: uma foto [desfocada] diz mais que meia dúzia de declarações conjuntas](http://www.noga.blog.br/uploaded_images/obamalula-776041.jpg)
"Lula e Obama têm trajetórias semelhantes", diz Dilma, a caminho da Casa Branca para o rendez-vous. Faltou mencionar o diploma de Harvard, claro. E os best-sellers publicados, o gosto pela leitura, a intimidade com a internet, a modernidade nos gestos e pensamentos, a retórica refinada.
Curioso é que quando morei nos Estados Unidos com Alan, há quase cinco anos e com o dólar beirando os quatro, eu acreditava, mesmo, que era minha obrigação moral manter-me a par das notícias do distante Brasil, custasse o que custasse, e olhem que não era tão fácil como hoje, com tantos sites de notícias dando de graça, pra quem se interesse, a sopa de letrinhas do Zarur. Pois é. As coisas mudam.
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"Evite as notícias de Israel por uns dois dias. Se a história nos ensina algo, é que os primeiros dias de contrução da coalisão são uma perda de tempo. É tudo adiamento, manipulação e posicionamento. Os viciados em notícias conseguem muita informação de relevância zero. Meu conselho: leia um bom livro, saia para jantar, passe um tempo com a família, e volte às notícias daqui a uma semana mais ou menos. Você poupará um tempo valioso."
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Não sei se vai dar José Serra. Não se vai dar Aécio Neves. Ou quem sabe um brilhante terceiro (ainda desconhecido do público eleitoreiro). Mas, mesmo assim, sim, tucanei: resolvi me declarar uma fã de FHC de primeira hora. E não é por causa da liberação da maconha não, gente, não me entendam mal que eu nem fumo faz um bom tempo, mas, cá entre nós, entendo perfeitamente o transtorno criminoso causado em nossa sociedade pela longevidade de mais este tabu inútil: quem quer se drogar, se droga. Não importa o preço. Não importa o tiro.
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Parece incrível que depois de várias e insistentes tentativas contemporâneas de desmoralizar o conceito universalmente espiritual do pobre número três* — terceiro mundo, terceiro setor, serviços terceirizados, etc etc, todos com ranço de terceira classe e tendência terciária ao comportamento corrupto, um baita complexo natural de terceiro lugar — eis que é dado um refresco considerável à sofrível reputação desta ancestral invenção arábica:
Caro Reinaldo, seus argumentos são lógicos, e bastante convincentes, claro, você escreve muito bem e é por isso que eu venho sempre aqui, isto é, passei a vir por seu apoio a Israel e em meu tempo ampliado, agora que não leio mais tantos jornais. Mas você não está tão só. Muita gente (na Fox News, por exemplo) pensa como você. Mas eu, embora como você não seja "uma boa pessoa", nem tanto.
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Duvida? Comprove:
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Eu não ia falar nada, mas se o Lula pode, eu também posso. Afinal de contas, o próprio presidente diz que no Brasil de hoje cada um fala o que quiser, desde que, claro, arque com as consequências, e cá entre nós, eu tenho um medo pânico das consequências. Nasceu comigo, sei lá, por eu ter sangue de judia perseguida, ou como querem os mais realistas, judiada. Ou, quem sabe, por ter crescido em uma ditadura militarista.
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A trama da mídia anda tão bem urdida que até os judeus já estão começando a atacar os seus (e embora o link seja do Globo não é só no Globo não, como se verá mais abaixo), uma espécie de doença autoimune da mente. Não é meu caso, graças a Deus, mas o Alan aproveita o ensejo e entope minha caixa de emails com artigos sobre o ódio a si próprio, comum em povos longamente humilhados e perseguidos. Será por isso que os palestinos se matam uns aos outros?
(da série: os sem-jornal)
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Está circulando pela internet, e publicada no site do meu mais recente facefriend Idelber Avelar — um intelectual, um joyciano acima de tudo o que quer dizer, imagino, um sensível militante incondicional da paz —, uma carta aberta do israelense Uri Avnery a Barack Obama. Leio a carta por alto e mesmo assim ela incomoda: soa como aquelas correntes frankensteinianas que circulam pela web, como esta que recebi hoje por email, um "depoimento de Victor Hugo adaptado por Vinícius de Moraes", pequenas doses de sensatez amarradas por clichês, grandes absurdos.
no Globo online, com cortes:
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O mais engraçado é olhar para trás e perceber quão absurda se tornou de repente uma afirmação que há nem tanto tempo assim era a pura expressão do seu mais límpido pensamento, é, gente: antes que se perceba é fato consumado que as coisas mudam e, muitas vezes, radicalmente: "eu odeio a política".
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Apertem os cintos que o... ah. Tudo bem. Deixa pra lá que já cansei desse assunto, e não foi só o cozinheiro, como aliás, escrevi no post de ontem. Lendo o NY Times é que a gente percebe claramente a perplexidade geral com a falta completa de liderança — num país que desde que me dou por gente me acostumei a ver como o grande pai, na pajelança do mundo —, taí: quando a coisa apertou revelou-se por dentro outro Mágico de Oz, cuspindo sem regras pra seu próprio prazer num paraíso de rico, do tipo que só Hollywood vê.
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"Tostines está sempre fresquinho porque vende mais? Ou vende mais porque está sempre fresquinho?", indagava aquele comercial famoso dos anos... sei lá, faz um bom tempo. O negócio é que funcionava na certa: você comprava o Tostines e ele era sempre fresquinho mesmo, não ficava só na promessa não.
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(no Globo online)
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Ufa. Dessa a gente escapou, e imaginem que ando tão absorvida na maravilha que é a minha nova rotina, com o clima quente — quentíssimo, cadê o inverno gelado da Serra? — de montanha, com a gentileza do povo local, com a vista, com a água, com o gosto da comida, com o projeto de arquitetura da casa nova (vem nova velha profissão por aí, será que ainda dá tempo?) que nem me dei conta que a esta altura poderíamos estar todos mortos. Sugados. Reduzidos a pó da forma mais inesperada e isso, imaginem, no exato momento em que Deus seria teoricamente vislumbrado.
Não sei se o critério serve para investir na bolsa, por exemplo. Parece que não. Mas que achei curioso ler no artigo de Thomas Friedman no NY Times a descrição de como funciona a psicologia do eleitorado, isso eu achei: nas tripas. Pois é assim mesmo que (todo dia de manhã) eu escolho motivo de crônica, ou candidato a presidente, ou até atração por amante (um bom marido, dizem, a gente pega pelo estômago), uma coisa que todo mundo sente bem lá no fundo mas que dificilmente se explica.
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Está no Liquidificador do Megazine: "Delírios Cotidianos", livro publicado pela LP&M em edição que não pesa no bolso, reúne as oito histórias clássicas de Charles Bukowski publicadas em dois álbuns nos anos 1980, ilustradas em pb por Mathias Schulteiss, ambos alemães. Vamos combinar. Dizer que Bukowski é alemão equivale assim, mais ou menos, a dizer que Noga Sklar é israelense, guardadas as devidas proporções, claro. Equívoco cívico que, aliás, já me causou muito aborrecimento.Marcadores: literatura, política
foto NY Times: homem em fuga arrasta seus bens pela Bourbon St.
De duas uma: ou Deus é um Democrata ou então Barack Obama é mesmo o enviado (gente!, seria um pacto com o diabo?). Penso seriamente nisso e me pergunto: estarão os Republicanos capitalizando a provável futura calamidade — causada pelo furacão Gustavo — para defender-se de um provável fracasso futuro?Não sei muita coisa sobre "Men in trees", esse seriado da Warner que só assisti umas duas ou três vezes, uma baboseira romântica gostosa que se passa numa cidadezinha perdida do Alasca, taí: até há pouco o produto mais popular do meio obscuro estado gelado americano, agora nas paradas de sucesso por outros e mais amplos motivos, era justamente este seriado, (não é nada) sério, gente.
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Não, gente. Não virei a casaca desta vez, e nem pretendo.
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Shabat na serra: as velas, a flor, o pão, a truta no prato
Tá certo que andei ocupada à beça durante as Olimpíadas, vocês entendem. Cuidando da minha própria superação (ops, revolução, saída fugida do caos, bons temas chineses esses, não?), no noticiário esportivo não prestei muita atenção — melhor pra mim que escapei do chororô geral porque agora, que virei uma otimista nata, não estou mais nem aí pra nada disso —, mas vamos combinar que este ouro de Maurren Maggi foi bacana demais, né? Com tudo em cima: idade, fracasso, paciência, recuperação e tudo o mais, uma boa lição de persistência, valeu por todos nós, Maurren: tudo vale a pena quando a alma, etc etc.Marcadores: diário da serra, política
Tá certo que em termos de história e geografia pode-se até dizer que eu fugi da escola. Francamente. Meu negócio é arte e literatura, sempre foi. Mas quando eu li esta manhã na crônica do Dapieve que "a malfadada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, foi planejada pelo republicano Dwight Eisenhower e executada pelo democrata John Kennedy" dei uma parada. Uai, gente. Kennedy não ficou famoso, justamente, por ter evitado essa mesma invasão? Me vem à memória não aquele velho livro de história — vocês sabem, a história nos livros é sempre escrita pelo lado vencedor, não dá pra confiar meesmo, confira-se aí a incrível história dos falsários judeus a serviço da corrupção alemã no interessante lançamento em dvd "Os Falsários", Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007 — mas sim aquele ótimo filme, com aquele ator, vocês sabem, no papel de espião, como é mesmo o nome dele? Ah, sim, lembrei: Matt Damon.


Como os meus 19 leitores já sabem... ih. Foi mal. Esssa história banal de 19 (ou 17, sei lá, e meio, se contar o anão) leitores já deu o que tinha que dar nas colunas bem mais divulgadas do Xexéo e do Agamenon, mas vamos combinar que no Globoonliners, alvo primordial desta crônica inesperada de sábado — ih, olha aí, ó: 19 de julho —, faz um bom tempo que o número confesso de meus leitores, exibido à esquerda do texto pra todo mundo ler, é exatamente este: 19.Marcadores: blogosfera, esotérica mas nem tanto, política
De acordo com Charles Krauthammer — analista da Fox News que aqui em casa a gente sempre assiste (o Alan gosta) —, em artigo de hoje no Washington Post, o maior pecado de Barack Obama é a auto-estima elevada. "Nos primeiros meses da campanha", diz ele, "a gente se perguntava quem era ele. Agora, a pergunta mudou: quem ele pensa que é?"
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"Mas o que realmente deveria preocupar o comitê de Obama é o artigo na revista. Ele detalha sua ascensão ao poder em Chicago, retratando-o como incansável perseguidor de amigos poderosos e doadores. Agora, isso preocupará os leitores da New Yorker", afirma a reportagem de Anne Davies publicada... na Austrália, que o Alan me mandou por email ontem, todo animadinho.